Você sabia que...

"O ator usa a mentira para expressar a verdade. O político usa a mentira para esconder a verdade."







sexta-feira, 30 de abril de 2010

O IMPÉRIO DA FARINHA



Você já reparou que quase tudo que a gente consome tem farinha de trigo, ou seja, contém glúten?

Você não acredita? Então pense em alguma coisa que você mais gosta de comer e leia nas letrinhas miúdas, que normalmente vêm atrás da embalagem, você vai ver que aquela delícia contém glúten.


Existem muitas pessoas que têm intolerância ao glúten, mais até do que imaginamos, e o glúten é uma substância que está presente na maioria das farinhas e derivados. Pessoas que têm uma predisposição genética ao glúten, podem deselvolver uma doença chamada "Doença Celíaca".

Mas o que vem a ser essa doença?

A doença celíaca se manifesta normalmente na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, e se caracteriza por um aumento do volume abdominal nas crianças, desnutrição e atrofia dos glúteos (do bumbum). Isso ocorre devido a uma alimentação rica em glúten, que está presente em alimentos como: papinhas engrossadas com farinha, biscoitos, pães, sopinhas de macarrão etc). Mas também pode acometer o adulto em qualquer idade.


Recentemente, eu e minha esposa cortamos drasticamente o glúten de nossa dieta e começamos a perceber as alterações positivas que estão acontecendo em nosso corpo. Em uma semana, por exemplo, sem redução drástica da quantidade de alimentos, apenas com o corte do glúten, ela perdeu em média 1 kg e 1/2. O resultado mais visível, segundo as pesquisas, se dá por volta do segundo ou terceiro mês de dieta sem glúten.

Mas infelizmente existem aquelas pessoas que dizem que não "conseguem viver" sem seu chopinho ou sua pizza. Tudo bem, o. k.! Então, gente, não fique lamuriando por não conseguir perder peso, nem tentando achar um culpado para sua preguiça, porque o problema não está em sua alimentação propriamente dita. O problema, nesses casos, estáItálico sim dentro de sua cabeça preguiçosa.

Carnes (brancas ou vermelhas), legumes, raízes, vegetais, frutas e uma boa atividade física são fatores importantes na vida de quem procura bem estar e principalmente saúde. Ingerir líquidos - água, principalmente - e respeitar o intervalo antes e depois da alimentação, também é uma boa dica para quem quer perder peso e gozar de boa saúde. Corte sua janta! Você não vai morrer se não comê-la... Substitua-a por uma boa e rica salada de frutas ou mesmo vitaminas. O jantar é um hábito que as pessoas têm desde muito, muito tempo. Decrete greve ao pão, ao macarrão, aos bolos feitos com farinha. Procure dicas na internet , elas estão ali para que você possa pesquisar e extrair todas as informações de que necessita.

E lembre-se, quando for espetar seu garfo naquela macarronada do restaurante italiano, saiba que no dia seguinte sua barriga ceramente estará inchada e cheia de gases... o glúten faz isso, sabia?

terça-feira, 27 de abril de 2010

COMO UM LOUCO

"Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz."


(Balada do Louco)



Às vezes sinto que posso voar. Outras sinto que estou tão comprimido, como uma mola recolhida, que ouço as batidas do meu próprio coração reverberando dentro da minha cabeça. Essas duas sensações nada têm a ver com loucura. São reflexos de uma vida agitada que começa, a cada dia que passa, engolir mais e mais o ser humano.

Trabalhamos feito máquinas, elaborando idéias, carregando problemas nas costas, e ainda temos que cuidar do nosso corpo e do espírito ao fim da árdua e muitas vezes longa jornada de serviço.

Uma perfeita loucura!

Já te disseram alguma vez que trabalhar é bom, mas que trabalhar em excesso é "coisa de gente maluca"? É mais ou menos por aí...

Sou daquelas pessoas que sempre curte um bom cinema, um teatro (de preferência uma comédia), uma praiazinha no final de semana, trilhas nas montanha e outros tantos lazeres que a vida nos proporciona. Sou um cara que gosta de sair com os amigos para um chopinho regado a um bom bate-papo informal, num bar que tenha uma musiquinha suave que dê pra gente conversar. Que adora dançar, passear de carro ou mesmo viajar para lugares tranquilos só para relaxar a cabeça de desanuviar a mente. Mas sei que tudo isso só é possivel com o trabalho.

Pessoas que só trabalham e não procuram no seu lazer a oportunidade de se divertir, desoprimir a mente, viajar literalmente na maionese, muitas vezes acabam doidinhas da silva, com traumas sociais e arrumam também alguns problemas cardíacos. Essas pessoas, sim, são as que acabam agindo como verdadeiros loucos sem se darem conta disso.

Ser um "maluco beleza", como nosso saudoso Raul Seixas dizia ser, é rir da própria desgraça, sempre acreditando que lá na frente tudo vai melhorar. Que as coisas que agora nos perturbam a cabeça, são meros fragmentos passageiros de um presente ominoso pelo qual passamos. Rir ainda é o melhor remédio para os problemas, mas rir de tudo pode ser um parcimonioso sinal de demência.

Se depositarmos, todos os dias, nossos pensamentos felizes num banco imaginário lá dentro de nossa mente, no final da vida estaremos ricos e loucos de alegria, pois somos senhores do nosso destino.

Sou um louco? Então lembre-se: a loucura depende muito do ponto de vista de cada um.





domingo, 25 de abril de 2010

COLHENDO BONS FRUTOS


Certa vez, um pedreiro que estava prestes a se aposentar, foi solicitado por seu patrão que veio lhe pedir que construísse uma última casa. Não tendo como recusar o pedido, afinal ele sempre fora um ótimo patrão, o pedreiro então aceitou esse último serviço. Mas não o fez de bom coração, afinal, já estava cansado de tanto trabalhar naquele ofício. Usando materiais de qualidade inferior, que instruiu seu patrão a comprar, ele finalmente ergueu displicentemente o imóvel. Assim que entregou sua última obra, ele foi conversar com seu patrão e pegar a tão desejada apodentadoria. Para sua surpresa, o patrão não só lhe deu a apodentadoria como também uma chave, dizendo: “Essa casa é uma surpresa que guardei. Ela é um presente que gostaria de dar a você”.
Envergonhado por ter feito uma obra de tão má qualidade, ele apanhou as chaves das mãos do seu patrão e seguiu para sua casa, cabisbaixo. “Puxa, se soubesse que a casa que iria fazer seria minha, eu teria usado materiais de melhor qualidade”, pensou ele, desolado.
A vida é mais ou menos assim. A gente às vezes contrói coisas erradas para nossa vida e depois fica se lamentando por não termos agido de forma diferente, de uma forma correta. Agir com sabedoria e inteligência em nossa vida é como plantar uma árvore frutífera num bom solo. Suas raízes se nutrirão bem e o frutos que iremos colher serão de boa qualidade.
Somos todos falhos, isso é um fato, e portanto passíveis de erro. Errar de forma inconsciente é uma coisa. Porém, errar de forma consciente é outra coisa, é agir como o pedreiro da história anterior. É construir um alicerce fraco que irá ruir com o mínimo impacto. Aprender com os nossos erros é uma forma de equilibrar os nossos acertos. Jamais devemos usar os nossos erros para nos tornarmos vitimistas e ficar se lamuriando por uma vida toda. “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”, diz um provérbio chinês, que se aplica muito bem ao que quero fazer-me entender.
Procure agir mais com a razão. Seja consciente naquilo que irá se propor a fazer. Caso contário, você irá colher frutos de péssima qualidade, ou pior, verá sua árvore perder as folhas, secar e ao fim morrer. E jamais terá o prazer de ter tido a oportunidade de saborear um fruto sequer de sua obra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

LÁGRIMAS DE EMOÇÃO


Lágrimas e suspiros podem ser definidos de duas formas:
Primeira - A felicidade de uma pessoa apaixonada que acabou de ser pedida em casamento.
Segunda - A tristeza de uma pessoa que acabou de ser abandonada.
A felicidade e a tristeza são particularidades de sentimentos que caminham paralelamente, quase se tocando, num curso que parece não ter fim.
O infinito é o ponto de chegada desses dois sentimentos tão distintos mas ao mesmo tempo tão parecidos entre si.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O FILME DA NOSSA VIDA


Olhar para trás e ver o que aconteceu é mais ou menos como olhar para um filme que varia de acordo com a sinopse da vida de cada pessoa. Pode ser uma boa história de romance ou um filme pastelão. Pode ser um filme de terror, daqueles que arrepiam até nossa alma, ou mesmo de aventura, onde esportes radicais e romances avassaladores aconteceram. Nossa vida, muitas vezes, dá um bom filme hollywoodiano. Ou talvez um bom roteiro de um livro, que pode até virar um bestseller.

Pessoas simples com vidas simples já inspiraram muitos diretores no roteiro dos seus filmes. E renderam ótimos filmes, por sinal.

Como nos filmes, nossa vida real é repleta de mocinhos e bandidos - mais bandidos do que mocinhos. Finais felizes nem sempre são o contexto final do filme de nossas vidas, mas o romance está sempre presente neles. Quem não curte um romance? Tudo bem, você pode até preferir filmes de ação, suspense ou terror. Não estou excluindo isso quando falo de "romance". Mas, quem não se pegou alguma vez na vida olhando para uma garota (ou rapaz) e suspirando de paixão ou amor? Ah-há!

A vida é assim, porque sem o amor e o romance, a gente nem existiria afinal, não é mesmo? Esse papo careta de "crescei-vos e multiplicai..." já teve sua importância, se é que teve mesmo. Hoje, o papo é bem a cara da mudança de comportamento das pessoas: liberdade de opinião e cultura. Uma mistureba de ideologias que no fundo convergem para a mesma coisa, ou seja, opiniões similares ditas do jeito que cada um enxerga a vida, seu próprio filme.

Eu curto um bom romance, acompanhado de minha patroinha, claro... Minha vida em todo não é um romaaannnce, mas às vezes é legal ser romântico com quem a gente gosta, né? Doso também algumas pitadas de filme de humor, porque afinal, levar a vida que nem filme de ação ou terror, nosso coração não aguenta!

Então? Como é que é o filme da sua vida? Tem romance suficiente? Terror ao extremo?

Lembre-se que você é o diretor e roteirista do filme da sua vida. Somente você, e ninguém mais, pode escrever as linhas do roteiro cinematográfico, que irá te dar o Oscar final ou então virar um DVD que ficará descansando pro resto da vida em cima de uma prateleira de alguma locadora de vídeos qualquer. Esquecida no tempo, como um filme antigo de classe B.




segunda-feira, 19 de abril de 2010

O PODER FEMININO




"Se a mulher soubesse o poder que tem sobre os homens, ela seria a verdadeira dona do mundo".



Vamos ser sinceros, todo o homem, por mais que diga não, bata os pés e faça beicinho, já sucumbiu ante um olhar triste feminino ou aqueles olhos marejados que partem nossos corações. Atire a primeira pedra quem já não passou por isso.

A mulher, séculos atrás, era a detentora do conhecimento oculto e da cura. Curandeiras, bruxas, deusas e rainhas, a mulher sempre ocupou um espaço importante dentro da sociedade. Mas esse espaço seu, a cada dia que passa, torna-se mais submisso ao machismo e misoginia que começaram a reinar.

Reis, imperadores e até guerreiros, há séculos passados procuravam os conselhos das mulheres sábias antes de se venturarem em uma batalha. Pitonísias ou cartomantes, com eram conhecidas, essas mulheres sempre tiveram uma importância no contexto social e político das eras passadas. Eram as orientadoras ou oráculos femininos, como também passaram a serem chamadas.
Mas por que essa característica tão peculiar de poder que a mulher tem?

Para responder a essa pergunta nós devemos migrar tempos atrás, um tempo perdido na história e onde tudo começou.

As tribos primitivas enxergavam a mulher como um ser de elevado grau de conhecimento, uma deusa perfeita que tinha um dom sagrado que eles, homens primatas, não tinham: "a doadora da vida". Viam assustado seres minúsculos, idênticos à eles mesmos, sendo gerados do ventre da mulher. Essa característica por si só a tornava um ser diferente, evoluído, e todos os machos a respeitavam por isso.

Arqueólogos e outros pesquisadores descobrem, dia após dia, relatos desse poder feminino encontrados em artefatos ou em mitos celtas ou egípcios. A figura feminina, sempre em destaque nessas civilizações, é muitas das vezes representada por figuras arquétipos de deusas tais como: Morrigan, Hécate, Diana, Ísis e tantas outras deidades femininas espalhadas pelo mundo afora.

O poder matriarcal somente perdeu espaço quando a igreja se fez presente. E me parece que essa história começou com a idéia de um sujeito chamado Zoroastro (600 a. c.), quando ele quis dar uma explicação lógica para o "mal", dividindo a divindade em dois mundos: um de luz e outro de trevas. Posteriormente, essas idéias de Zoroastro iriam atingir não somente o cristianismo, mas o judaismo também. Essas religiões, ditas religiões tribais, onde havia uma infinidade de deuses e deusas, acabaram por absorver a nova ideia de Zoroastro, se não por vontade própria, mais à força. E dessa forma começou o declínio do poder feminino.

A história futura a gente bem conhece. Aos poucos houve uma inferiorização da mulher; houve a associação, na idade média, do feminino com o mal - período em que inclusive foi criado o Malleus Maleficarum, um livro extremamente misógino escrito por dois inquisidores no final do século XV. As mais de 500 páginas do Malleus continham os piores absurdos contra e especificamente a mulher da época.

Hoje, mesmo sem seus "poderes sobrenaturais", criados na fantasia masculina, a mulher ainda nos encanta e enfeitiça com sua beleza, charme e inteligência. O amadurecimento feminino na evolução natural é muito mais vísivel que o masculino. Isso é científico. Talvez por isso, por essa genética, a responsabilidade de ser mãe, a doadora da vida, caiba única e exclusiva ao feminino.

O poder feminino não se extinguiu com o passar do tempo, apenas se modificou. Assim como se modificam as cores das estações, como se modificam as luzes do dia, o poder também transmutou. Sofreu uma espécie de "metamorfose" para se adaptar ao mundo atual. Um mundo onde conjuga-se o verbo masculino através de Leis criadas ao longo dos séculos.

O poder feminino sempre existiu e sempre existirá, pois saiba que, se um dia o feminino faltar no mundo, a vida humana deixará de existir também.












domingo, 18 de abril de 2010

ENVELHECENDO

Olho no espelho e noto que alguns vincos surgem no canto dos olhos. Quase todos os amigos e amigas que antes topavam uma balada, hoje se desculpam de não poderem ir por causa dos filhos e até mesmo netos!
O antes tão ouvido "garoto" começa agora a ser substituído por "tio", dito pelos que estão começando a viver. O tempo é cruel. Não para nunca e não dá chances de a gente ficar um pouquinho mais de tempo com aquela cara de dezesseis ou dezessete aninhos que nós tínhamos.
Alguns mais otimistas dizem: "o que conta é a experiência de vida!", mas, puxa vida, eu conheço pessoas que têm quinhentos anos à minha frente e nada sabem sobre a vida.
O silêncio da vida vem com a idade avançada, assim como a paciência se vai também. Os ossos se quebram mais facilmente e a memória já não é mais tão boa assim. A visão?, pra que tê-la integralmente, se o que iremos ver no espelho é a degradação do tempo sobre nossa pele? Os cabelos...? ah!, os cabelos... Esses nem mais iremos nos lembrar, pois começarão a ficar alvos e ralos. Nos tornaremos um Sansão depois de Dalila.
E a vida segue.
Pessoas envelhecem solitárias. Pessoas envelhecem cercadas pela família, mas todas elas envelhecem.
O final dessa história todos um dia irão saber, porque todos caminham por uma única via que tem um fim igual. O relógio faz tic tac. O coração bate já cansado, se arrasta. As memórias já não condizem com o mundo atual, ficaram no passado, mortas pelo tempo que nunca parou. Os ídolos que existiram no passado, se repetem numa nova roupagem. A luta pela eterna juventude é limitada. Esbarra no alto preço das pesquisas que se traduzem em tratamentos milagrosos, igualmente caros, para tentar resgatar um mínimo de dignidade pessoal e auto-estima pessoal.
Envelhecer não é apenas um fator físico. Envelhecer é um fator psiquico, onde devemos buscar as melhores soluções para esse nosso envelhecimento mental.