Você sabia que...

"O ator usa a mentira para expressar a verdade. O político usa a mentira para esconder a verdade."







terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Emburrecendo"



Certa dia, enquanto degustava de um prazeroso café, numa manhã de domingo ensolarado de verão, abri o encarte de um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro e me detive num assunto interessantíssimo: "Pessoas sensatas".

A autora do referido artigo foi muito feliz ao escrever que as pessoas ditas sensatas estão "desaparecendo" do nosso meio. Para exemplificar o escrito, disse ela que "as pessoas sensatas conheceram pessoas insensatas e desta união nasceram mais pessoas insensatas".

O que é a pura verdade!

Aproveitando a bela dissertação da colunista e escritora, peguei carona em sua idéia e decidi escrever aqui, nesse blog, um pouco da minha visão sobre isso que acabei de relatar. Mas vou trocar o termo "insensatez" por "emburrecendo".

Gente! Essa palavra, "emburrecendo", não existe no pai dos burros, o.k.?

A anti-cultura, o empobrecimento do espírito humano, a insensatez e a burrice mesmo!, estão, cada dia mais e mais, aflorando em nosso meio sócio-cultural. Não é tão difícil assim ver cenas de pessoas brigando por coisas aparentemente insignificantes ou mesmo tentando "levar vantagem" sobre determinado fato, sem se importar se aquilo irá ou não afetar outras pessoas. É o espírito da individualidade (insensatez) humana, ou do egoísmo, que cresce vertiginosamente em nosso meio.

As pessoas de hoje também não gostam muito de ler. E se lêem, não sabem interpretar o texto que têm nas mãos. Isso contribui, e muito, para a preguiça mental e consequentemente para a "emburrescência".

Por isso, talvez, essas mesmas pessoas prefiram um filme dublado ao legendado. Fica mais fácil de ouvir do que ler. Alguns alegam que não conseguem acompanhar a legenda, porque não enxergam bem ou porque simplesmente não conseguem mesmo ler e ver as cenas ao mesmo tempo.

Ou eu sou um superdotado que consigo trabalhar com os dois heminsférios do meu cérebro ou as pessoas estão ficando cada dia mais incultas. Ah! Um aviso para a galera que não enxerga bem.. Já ouviram falar em oftalmologista?

O pior é que esse vício pernicioso do não gostar de ler e buscar informações acaba sendo passado de geração em geração. Pais que não têm o hábito da leitura ou o estímulo do raciocínio, passam à frente os seus vícios. Isso acaba se tornando uma "bolinha de neve", em que passam-se os anos e as mesmas idéias fluem também.


Não sei se posso nutrir alguma esperança ao final desse caminho, porque, posso até estar delirando um pouco no que vou dizer, vejo alguns políticos com grande interesse na manutenção desse vício (gostei dessa colocação!) do não saber na população. Como assim? Simples... Educação caótica em que todo mundo passa mesmo sem a aprovação do professor; desrespeito ao próximo; falta de cultura, principalmente nas áreas de maior carência social; descaso e a ávida, quase visceral, vontade do povo de levar vantagem em tudo. Some tudo isso ao descaso dos governantes, que fazem vista grossa para tudo o que não lhes interessa. A falta de cultura impede o raciocínio, que impede o questionamento. Sem questionamento impera a passividade e a aceitação. Lutar contra esse sistema governamental decrépito e totalmente volado para interesses próprios, é dar soco em ponta de faca. Dói pra caramba!




Sinceramente... O mundo está "emburrecendo!"





sábado, 5 de dezembro de 2009

PESSOAS ÚNICAS











 
"Somos como uma impressão digital. Somos únicos".
 

É interessante a diversidade do comportamento humano. Eu sempre observo isso nas pessoas em meu dia a dia. Como as pessoas são diferentes umas das outras; na forma de agir e de pensar. Até mesmo essas diferenças se apresentam na forma de se expressar das pessoas. E, em meio a essa diversidade pessoal, observei um fato interessante nas pessoas: existem pessoas que me lebram outras pessoas. Amigos, parentes ou simplesmente pessoas comuns que cruzaram meu caminho num momento qualquer da minha vida.

A maioria das pessoas que conheci, ou conheço, me lembram outras pessoas no seu modo de falar ou até mesmo na forma de agir. Essas pessoas são consideradas pessoas comuns. Seus gestos, cor de cabelo ou forma de te olhar têm particularidades de outras pessoas que na maioria das vezes nem se conhecem. Parecem fragmentos pessoais de outras pessoas que, num déjà vu louco, você os acaba reconhecendo e identificando de imediato na pessoa que você acabou de conhecer.

Mas não são essas pessoas que me atraem a atenção. São outras pessoas. São as pessoas ditas únicas.

As pessoas únicas são como as digitais: não identificamos outra iguais. São diferentes porque sua imagem fica latejando em nossa memória. Não sei se é o modo peculiar como falam e até se vestem. Ou se é o jeito como interagem conosco ou com os outros. Essas pessoas de fato  possuem um tipo peculiar de ser. Donas de uma personalidade que não se vê tão comumente por aí. São formas elementais únicas.
Sabe aquele fragmento de madeira que ainda não foi trabalhado mas que a forma em si já é uma arte? Pois é assim que vejo essa gente diferente.

Um dia desses, conversando com minha esposa, que considero um ser único, abordamos esse tema interessante. E assim fomos aos poucos redescobrindo nossos(as) amigos(as) e desvendando suas particularidades. Muitos desses amigos nos remetiam outras pessoas que também fizeram parte de nosso círculo de amizades. E o mais interessante é que estas pessoas do passado não tiveram nenhum tipo de contato com os atuais e sequer a ciência da existência deles. São mais ou menos como estranhos que se completam em pequenas particularidades, mas nunca se conheceram. Detalhes sutis que muitas vezes passam despercebidos por nós mesmos. Talvez eu até seja parecido com alguém que algum amigo ou amiga conheça ou tenha conhecido, mas isso eu nunca vou saber, pois somente eles(as) é que poderiam identificar essa característica e depois me contar.

Não sou psicanalista e tampouco um expert no comportamento humano. Sou apenas um mero observador e acho legal ver o talento das pessoas por trás das suas sombras. Algumas pessoas, por questão de afinidade, "copiam" o modo de outras pessoas sem perceberem isso. Essa atitude, em seu modo positivo, na maioria das chamamos de admiração. Já do lado negativo nós podemos apelidar  a essa atitude de inveja.

Então, se algum dia você se pegar pensando do jeito que penso, não se assuste. Você é um observador como eu ou como outro qualquer. E, surpresa!, você é bem parecido comigo. É... nós não somos seres únicos talvez. Somos apenas pessoas comuns que não se conhecem, mas que têm a particularidade de pensamento.